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Sexta-feira, 20 de Outubro de 2006

VERGONHA

 

Queda da Ponte de Entre-os-Rios:

 

Mais uma vez, escandalosamente, ninguém é responsável. Já estamos habituados.

Continuam por aí uma data de pontes em estado crítico. A aguardar que desabem...

Nunca ninguém «sabe de nada». Nunca ninguém é culpado. (Restam-nos os eternos... «bodes expiatórios»).

«Sabem bem», - aqueles que perderam filhos, irmãos, mães, sobrinhos, cunhados, e nem os puderam sepultar. E beijar.

 

  JAZEM NO DOURO SONHOS DE AMENDOEIRAS EM FLOR BRANCAS COMO A NEVE

 JAZEM NO DOURO SILÊNCIOS PRECES E CLAMORES

JAZEM NO DOURO LÁGRIMAS LUTOS E PRANTOS

publicado por padeiradealjubarrota às 20:08
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23 comentários:
De Andesman a 20 de Outubro de 2006 às 21:52
A culpa é gorda, feia, pobre, mal-educada, tem uma montanha de defeitos tal que não é coisa que se apresente em lado algum. Quem é que a quer??? Bom fim de semana
De commonsense a 20 de Outubro de 2006 às 22:17
Em Direito Penal, só pode ser condenado que tiver a autoria e o domínio do acto. Isto quer dizer, que tiver feito ou deixado de fazer um acto criminoso, estando ao seu alcance agir de modo diferente. No caso da Entre-os-Rios, o que sucedeu foi que foram acusadas pessoas cuja posição na escala hierárquica lhes não permitia tomar decisões e muito menos executá-las, ou fazer com que fossem executadas. Por isto, não tinham o «domínio do acto» (acção ou abstenção) e não foram, portanto, autoras de qualquer crime. Estas pessoas que foram, em concreto, acusadas, teriam sempre de ser absolvidas. Eu já sabia isso desde o início do processo e muito mais gente já sabia também. Só é estranho que uma imprensa tão «inteligente» e «bem informada» como a nossa não o tivesse, nunca, dito.

Se havia, ou não, outras pessoas que, no caso e nas suas circunstâncias, tinham o «domínio do acto» e o dever de agir, não sei. Mas sei que funcionários a meio da escala hierárquica, não podiam, nunca – repito – ser condenados.

Mas não deixa de valer a pena perguntar porque razão forma estas pessoas as acusadas e não aquelas que tinham poder de decisão no caso, que autorizaram a retirada das areias, etc.

De qualquer modo, não podemos descurar a possibilidade de não haver nenhum criminoso, neste caso. Nem sempre que há desgraça, há crime. Não se pode sacrificar alguém, só porque houve uma desgraça. Isso é próprio das civilizações primitivas.
De ninguem a 21 de Outubro de 2006 às 12:40
Terás razão. Vergonha sim. Mas ontem fez-se justiça. Não eram aqueles os verdadeiros culpados. Pq não foi o ministro de então sentar-se no banco dos réus? Bastou uma demissão e a culpa não morreu solteira? os familiares das vítimas receberam verbas para "compensarem" a perda de entes queridos. Quanto vale cada quilo de um ente querido morto? Já te deste conta de que o que eles pretendem não é justiça mas mais dinheiro? Lembras-te das imagens da época com gente maioritariamente pobre e com aspecto de pobre e gente simples? E o que vês agora? - Gente bem vestida e polida, com o dinheiro recebido. A haver castigo, que seja para os verdadeiramente culpados. Eu acompanhei de muito perto toda a tagédia pq sou jornalista. E hoje a anos de distância verifico que os familiares querem sangue e dinheiro. Ontem fez-se justiça sim.
Abraço
De commonsense a 22 de Outubro de 2006 às 12:17
Tens toda a razão. Desculpa o remoque aos jornalistas, mas, verdade, verdadinha, nenhum (que eu saiba) suscitou a questão. Eu, que sou jurista, sei que a melhor maneira de ecapar à responsabilidade criminal consiste em acusar um inocente e fazer muito barulho. A população fixa nele a atenção, mas o tribunal não o pode condenar. Entretanto, o culpado já escapou. Há vezes em que o tribunal, cede à pressão popular e da opinião pública e condena mesmo o inocente. Someting is surely very rotten in the kingdom of Ministério Público.
De touaqui a 21 de Outubro de 2006 às 16:05
Claro , o responsável tratou de dar á sola , dizendo que a culpa não morrerá solteira e passádo estes anos todos verificou-se isso mesmo, mas esperamos que não se habituem a que as culpas passem para as mãos dos outros.
O que assiste hoje na politica é uma total irresponsabilidade nas suas convicções e na esperança que o barco vá imediáta e o mais possivel ao fundo para que não os chamem á responsabilidades .
Como se repara estamos no chamádo era das irresponsabilidades e no amanhã mesmo que o País vá de vela ou ao fundo não haverá responsáveis, aliás na politica não existe responsáveis.
De deusa da lua a 22 de Outubro de 2006 às 18:40
Não creias que, rompida uma amizade, não tenhas mais deveres a cumprir. São os deveres mais difíceis, nos quais só a honradez te sustenta. Deves respeito à antiga amizade. Deves abster-se de tornar as brigas públicas e de falar delas, a não ser para justificar-se.
(Anne-Therese Lambert, Tratado da Amizade)

Um optimo inicio de semana
De padeiradealjubarrota a 22 de Outubro de 2006 às 20:13
Nem todos os familiares são ganaciosos. Conheço, muito de perto, o caso de uma mulher, que perdeu a irmã, o cunhado, e um «filho»! Os corpos nem sequer foram encontrados. Esta mulher, «humilde» no trato, que considero grandiosa, continua igual a si própria. Não mudou de roupa, nem de alma.
Para uns quantos - não há dinheiro que pague vidas. Não se exige qualquer vingança. Apenas justiça! Quando a justiça não se exerce, renasce o Luto.
Digamos, fez-se a justiça, por omissão de uns quantos tubarões: fcou ilibada a arraia miúda.
E a vida continua. Impunemente.
De commonsense a 22 de Outubro de 2006 às 22:12
Humanamente, esta tragédia está para além dos limites do compreensível. É dor de mais para quem a sofre. Tem de ser respeitada absolutamente. E não se pense que tempo a fará passar, porque assim nunca contece. Daqui a muitos anos, os familiares vão continuar a sentir, nos momentos mais inesperados, uma angústia, uma aperto do coração, uma dor de alma, que só podem ser compreendidos por quem também os sofreu e sofre. Não tem limite, não consegue ser descrita. É para o resto da vida.

Outra coisa é a vergonha - sim a vergonha - que representa para um Estado, para uma Justiça, para um País, este processo. Se não havia responsáveis ( e é possível que não houvesse), não deveria ter sido feita acusação; se os responsáveis eram outros, pois bem, que fossem esses acusados. Assim, não. É um insulto à memória dos mortos e à dignidade dos vivos. É neste sentido que eu também digo: é uma vergonha!

Alguém tem de explicar, alguém tem de prestar contas.
De pdivulg a 23 de Outubro de 2006 às 08:47
Por acaso também estou para fazer um post sobre esse tema, é uma vergonha não haver responsáveis!
De aeimagem a 23 de Outubro de 2006 às 22:40
esta mt acertado fazem tantapublicidade e vejam o que da. Varias pessoas morreram os medias fizeram tanta publicidade e vejam agora falaram do assunto 1 vezes e chegou
sera que não a interesses nisto, os politiicos na altura andam aonde fugiram, vejamos somos nos que somos parvos ou são eles, logico que nunca iremos saber de quem é a culpa.
Será do rio, areia, ou dos peixinhos, ainda andamos a brincar um bocado
Espero que os media façam mais publicidade sobre isto e que os redatores abram os olhos e não tenham medos dos shº doutores que falam caro
boa sorte e continue
De pdivulg a 24 de Outubro de 2006 às 08:31
Acabei de postar sobre o mesmo tema e de facto é vergonhso...

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