Sábado, 26 de Maio de 2007
Ouvi ontem as declarações dos pais de Maddie. Sentem-se culpados. Mas... atenção, acrescentaram um «Mas»... um «But»... justificativo, defensivo e lamentável. Sobre este assunto, era melhor estarem calados. No silêncio absoluto.
Para o casal, não houve qualquer negligência... nem convêm apregoá-la, digo eu. (Falam em hábitos, nas crianças, que às 19.30 já estavam a dormir, e que ali ficaram como que no jardim de sua casa.
Bolas! - Era noite (agravante), são médicos (deveriam ter outro sentido de responsabilidade: lidam diariamente com a vida e a morte) 'fizeram de tudo' para ter estas crianças... e parecem até desconhecer o eventual perigo de um 'sufoco' comum nestas idades, enquanto dormem.
É duro dizer - mas, enquanto andarem nestas buscas e tournées altamente mediáticas, estarão (também) um pouco a salvo das prováveis e futuras acusações.
Pobre criança!
Patética: a útima conferência de imprenssa da Pj. Subserviente e extemporânea.
De facto, o nome da miúda não é português. É British... e faz toda a diferença.
NOMEAÇÂO da Padeira de Aljubarrota: 'BLOG DOS FRUTOS VERMELHOS' !
Do Sino da Aldeia, veio-me a nomeação (desde já agradeço) dos 'Frutos Vermelhinhos', saborosos nas saladas - mas que tanta faltam fazem aos nossos portugueses (!!)... e que nesta nomeação, são o simbolo de quem luta pelos Direitos Humanos.( valha-nos isso!)
Fiquei de nomear 5 blogs... Vou pensar... e tentar mencioná-los; não será fácil, porque há muitos de que gosto, mas que não encaixam neste tipo de nomeação.
De
Andesman a 29 de Maio de 2007 às 13:30
Podem os pais da Maddie se desculpabilizarem em publico; mas como se sentem quando estão sós, em casa, e a filha não está ali, e não sabem o que está sofrer nesse momento ou sequer se ainda está viva?
Tudo de bom
Uma situação muito triste para a pobre Maddie. Muito bem colocada a a questão em relação à posição dos pais. Em Portugal deixar crianças daquela idade sózinhas em casa é negligência que faz intervir qualquer Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco.
Não compreendo como dois médicos se justificam assim... Não tem justificação. E não será por serem cidadãos estrangeiros que estão acima da lei...
Beijo
De
Cláudia a 29 de Maio de 2007 às 18:39
Sempre detestei o "politicamente correcto" e "a caridadezinha".
Não sei porqu~e mas nunca "fui à bola" com estes pais quando começou o show diário que tem vendido mais papel do que quilos de alimentos são enviados para os desgraçados que morrem á fome nalgumas partes deste mundo de m.....
Espero que a miúda esteja sã.
No caso de não estar que perdoe aos pais , se puder, pelo seu acto involuntário mas irresponsável.
O resto é um nojento espectáculo mediático desta Sociedade do Espectáculo em que o mundo desgraçadamente entrou.
E que todos os pais do mundo venham, a partir de agora, a exigir aos seus governantes, aos media dos seus países, ao Papa se forem católicos, o mesmo tratamento que estes senhores estão a ter.
Isto, apesar da dor e dos remorsos que esta agitação e viagens os têm, por certo, ajudado a mitigar.
Haja bom senso! Chore-se, sim, pela garota!
De Anónimo a 29 de Maio de 2007 às 22:52
Companheiro, este é um movimento novo! Há poucas horas está a ser posto um movimento em marcha que visa paralisar a blogosfera.
Existe uma certa blogosfera que quer, também ela, participar na GREVE GERAL, só que não sabe como.
É simples, basta colocar esta imagem no teu blog:
http://img409.imageshack.us/img409/9072/grevegeralvz7.jpg
Porque tu tens um amigo que tem um blog, porque alguém do teu livro de endereços tem outro amigo que tem um blog, é importante que contribuas para o movimento "assim não!".
Antes de reenviares a todos os constantes do teu livro de endereços, apaga por favor o remetente (from): estamos num estado de pré-ditadura
Para dizer em inglês. Há algo de 'weird' em tudo isto.
De
rebirth a 5 de Junho de 2007 às 23:33
Sou pai de uma jovem de 24 anos e confesso que muitas vezes (a seu pedido) fomos às compras e a deixámos sozinha. Deixámo-la sozinha do mesmo modo que andava de carro sem cinto de segurança, do mesmo modo que brincava na praia dum modo um tanto descuidado, do mesmo modo que eu fumava, do mesmo modo que eu lhe pegava ao colo com um cigarro na boca.
Estávamos nos anos oitenta, o meu velho carro não tinha cintos atrás, a praia era o ponto de encontro de familiares e amigos, ainda não havia campanhas antitabágicas e eu nunca tinha sido informado que o fumador passivo sofria tanto ou mais que o activo.
Hoje vivemos num mundo cão onde se mata por um euro. Hoje, só não sabe quem anda distraído, que se raptam crianças com os fins mais abjectos que um ser humano pode imaginar. Hoje à minha "menina" de 24 anos não é permitido viajar no meu carro (nem no dela) sem cinto de segurança.
O nosso mundo mudou e nós temos de acompanhar as mudanças, estar alerta para todos os perigos que corremos ao sair à rua ou mesmo sem sair de casa.
Hoje a minha filha de 24 anos não sai de casa sem os conselhos inerentes aos perigos que estão à espreita em cada esquina.
Hoje não vou um fim de semana para fora que não me passem pela cabeça todas as hipóteses catastróficas com que os média nos confrontam.
Mas eu sou um pai português, nascido num país atrasado onde a polícia dá satisfações em inglês enquanto as mães portuguesas choram os filhos desaparecidos há anos.
Se até eu evoluí, porque não evoluíram os dignos habitantes do reino da pouca vergonha?
Tudo de bom.
De
y_lune a 6 de Junho de 2007 às 02:36
Pobre não... mas mt infeliz e mal-querida esta menina q como tantas outras se viu 'devorada' :((
Sem dúvida q uma criança ñ é para se dexar só! Há q cuidar!!
Passei para saber de novidades.
Como não as há, deixo um abraço.
P.S.- Pelos vistos, em Fátima "pagavam mal", e os senhores ficaram-se pelo centro da Europa... isto digo eu, que não gosto da história nem um bocadinho...
Um abraço.
De
rebirth a 6 de Junho de 2007 às 23:46
Cara Padeira: lamento desapontá-la mas não posso ser a pessoa que pensa. É verdade que já abri e fechei dois ou três blogues (que mantive a título experimental e onde ensaiava algum do pouco html que sei) e que ainda hoje mantenho o original, aquele com que há cerca de dois anos me lancei nesta aventura blogosférica. No entanto nem esse nem qualquer dos outros tiveram alguma vez a importância que refere e, para ser franco, ontem foi a primeira vez que, num deambular à sorte, encontrei por mero acaso "A Padeira de Aljubarrota". É evidente que me sinto-me lisonjeado com a comparação, mas não é para o meu feitio ficar com os Louros de ninguém. Espero não vir a gorar as suas expectativas.
Um abraço.
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